dezembro 25, 2014

perdoam-me?

Eu sei que vos pedi mais 'sal'. Mas a verdade é que a minha vida tem sido uma mistura perigosa de condimentos, especiarias, texturas e sabores. Uns dias doce, uns dias amarga. E agora o prato já foi servido, a mesa repleta de bolos e doces, os copos meio cheios ou meio vazios, whatever. Os meus últimos meses têm parecido um rodízio. Não de pizza, não de carnes ou de marisco. Muito menos de sushi. Mas um rodízio de emoções. Sentimentos que não deviam ser medidos ao peso, mas que pesam - lá isso pesam! E o pior de tudo é que estavam carregados de sal, quando eu pensava que eram demasiado doces. Bem, pelo menos nisso acertei - demasiado bom para ser verdade. Que tensão aguentaria? Pelos vistos, a minha. 
Estou de volta, quase quase a aterrar, espero que também cá estejam!


novembro 19, 2014

mais sal, por favor

Hoje, entre corridas atrasadas e poças mais molhadas do que o costume, caí em mim e pensei "bolas, este blogue era suposto ser salgado e não assim tão docinho". Pois, eu sei que ultimamente a minha ausência não tem vindo a ser compensada pelos poucos posts que tenho publicado. Isto por aqui anda demasiado doce, com muitos cubinhos de açúcar mergulhados na chávena de café. Por isso, peço-vos a vocês que devolvam algum sal a esta maré! 
Deixem em comentário, anónimo ou não, algo que vos apimente a vida. A pessoa que é tudo menos um "pãozinho sem sal"; o alimento tentação ao qual tentam, por tudo, resistir; a música que vos salga a alma. Qualquer coisa, menos doce. Porque o doce em demasia também enjoa. Vamos lá salvar esta página de uma intoxicação alimentar!



novembro 18, 2014

diamante em bruto

Quanto tempo perdemos a perder tempo? Quanto tempo passamos ao lado de alguém que, sem sabermos, só precisa de olhar para nós uma vez para mudar tudo?
Basta cruzarmos um olhar e todo o tempo do mundo parece pouco. Conhecem a sensação? Aquela de que aquilo esteve sempre prestes a acontecer, mas que - como nos filmes, em que aquele desejado primeiro beijo é sempre interrompido - nunca chegou a acontecer realmente. É como se tivesse estado lá aquele tempo todo e nós nunca parámos para reparar. 
Afinal, andei com um diamante no meu bolso e andava por aí solta como se não guardasse nenhuma preciosidade comigo. 
Acho que esse é o segredo da vida: temos os bolsos cheios de diamantes em bruto. E há um tempo certo para todos eles serem polidos. Tudo acontece por uma razão e, vá-se lá saber porquê, nem sempre tem de fazer sentido. Só no cinema.