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outubro 12, 2014

uma hora a gente sabe onde tropeçar

Conhecem a sensação de "já não quero saber, mas se me perguntarem, ainda tenho muito para dizer"? Não sei distinguir o "deixar de importar" com o "estou habituada". Não sei se esqueço ou se o hábito me faz esquecer. 
Independentemente do rumo que a nossa vida tenha tomado, eu tenho a certeza que todos conhecemos alguém que é o nosso calcanhar de Aquiles. Existe uma pessoa na nossa vida que se nos aparecesse à frente e nos dissesse para deixarmos tudo e ir, nós íamos. Essa é a pessoa que nos faz ceder. 
E eu tenho medo que no dia em que me voltes a olhar nos olhos, eu não resista e caia no teu abraço. Espero que isso não aconteça, até porque não me quero aleijar com a queda. Eu, realmente, tenho queda para muita coisa, mas tropeço sempre nos sítios errados!


setembro 29, 2014

quase perfeita

Já a minha querida mãe diz: o meu único defeito é a preguiça. Mas logo acrescenta "ah e não gosta de limpar a casa" e passados dois segundos já diz "e não tem paciência para o irmão". Passa de um único defeito para uma paleta deles. Apresento-vos, caros e caras, a minha mãe! Segundo ela, sou perfeita. Quase perfeita. Vá, ainda estou muito longe de o ser. E acaba a conversa a dizer que as raparigas só dão trabalho. 

setembro 13, 2014

cá vai a medalha

A 'melhor' resposta que já me deram depois de eu deixar o meu coração todo cá fora foi "Ok". 
Pena isto não ser um filme. 


setembro 09, 2014

mais uma ficha, mais uma viagem

A vida dá muitas voltas, é verdade. Mas há voltas e voltas. As voltas que nos levam ao início, as voltas que nos deixam tontos como se tivéssemos acabado de sair do Ice da feira popular, as voltas que nos deixam de pernas para o ar e as voltas que realmente nos levam a algum lado. 

"A vida tem um jeito de nos trazer de volta tudo aquilo que nos tirou."

Começo a acreditar, mas há coisas que eu não precisava de saber ou de sentir na pele. Se dizem, eu acredito!
Estou a fazer este post porque há exatamente um ano eu andava a falar com o P, mas só queria saber do M - com o qual a coisa não se dava. E não é que agora ando a falar com o M e só quero saber do P? É irónico, estúpido e, na minha humilde opinião, completamente desnecessário. Era tudo muito mais simples se estivéssemos todos em sintonia. 
Por isso vou ali à banca comprar mais uma ficha e ver no que é que esta próxima viagem vai dar. Preciso de apanhar ar.

setembro 08, 2014

"isto é a tua cara!" #3


Em minha defesa, eu sou assim porque tenho amigos com uma pancada ainda maior que a minha.
Adiante. 
Às vezes leio mensagens que enviei que me fazem querer enterrar a cabeça na areia e esperar por um tsunami. Às vezes olho para trás e pergunto-me porque é que me meti em tamanha confusão. Às vezes dou por mim a odiar-me por ter feito uma figura de otária que nem lembrava ao diabo. Para me sentir melhor e não me apetecer tanto espancar-me a mim mesma, tento encontrar explicações para as minhas figuras de parva:

1. Fiz o que sentia; (a mais recorrente)
2. Não estava no meu estado normal; (todos temos os nossos momentos)
3. Fiz o que tinha de ser feito; (a típica desculpa do 'se aconteceu era porque tinha de acontecer')
E, por fim:
4. Não sou perfeita.

Esta última resolve sempre o assunto. Sinto-me como se me tivessem tirando um peso de cima dos ombros quando consigo estar em paz comigo mesma. E como estou segura de que consigo sempre voltar a gostar de mim, continuo a fazer "dumb things", sabe-se lá porquê. Devo gostar que se fiquem a rir da minha cara. Até eu me rio!

setembro 02, 2014

perco o juízo


O gosto musical de uma pessoa pode revelar milhares de coisas sobre a mesma. Eu sei que há um gosto geral, aquele tipo de música que gostamos mais de ouvir habitualmente e com o qual nos identificamos. Por outro lado, há aquele conjunto de músicas que normalmente não ouviríamos, mas que até nos confortam em determinadas alturas da nossa vida.
Ultimamente tenho ouvido músicas diferentes daquelas a que estava habituada, conforme o estado de espírito. Há músicas que já não consigo ouvir, sobretudo porque me trazem recordações que dispenso reviver, e outras que me cativam por não me lembrarem absolutamente nada. 
Não me batam, mas na minha playlist mais recente encontram 95% de kizomba. Juro que não sei o que se passa com esta cabecinha, mas este estilo de música solta a dançarina sexy e a imaginação atrevida que há em mim, e pode estar o arroz a queimar, ou a água a saltar da panela, que eu, ainda assim, não resisto a dar umas voltinhas pela cozinha, de colher de pau na mão, como se ninguém estivesse em casa a ver-me. 
Começo a achar que a melhor solução para ultrapassar um desgosto é varrer o histórico musical e construir um novo, ou, simplesmente, passar um tempo sem histórico definido.
Que acham? Comigo tem resultado! 

setembro 01, 2014

volta, loucura!

Sempre fui uma rapariga calma, que não fala muito à primeira vista e que nunca dá o primeiro passo para nada. Quantas oportunidades não se perdem assim? Como eu adoro ser clichê, aqui vai: eu arrependo-me de tudo aquilo que eu não fiz.
Felizmente, estes últimos anos tornaram-me uma pessoa rija, mais confiante e sempre com algo a dizer. O mais importante é saber, precisamente, quando é que mais vale não dizer nada. Normalmente, só descubro que me devo calar quando acabo de dizer o maior disparate deste mundo e do outro. O jeito que me dava saber antes de abrir a boca!
Isto tudo para vos dizer que hoje sou uma rapariga do centro, mas com norte no jeito de ser. Ou talvez não, mas gostava. Não sou do norte, mas trago comigo a determinação e a coragem que só os portugueses sempre demonstraram. Aprendi-as quando me deixei cair tempo demais até que já ninguém tinha força para me segurar. Aprendi-as quando aprendi a gostar. 
Quem se mete no amor só pode ser parvo ou corajoso. Chamemos-lhes, simplesmente, loucos.
Mas a maior coragem de todas chega quando não temos medo, nem dos outros nem de nós próprios. Quando não temos nada a perder. Porque só aí é que podemos dar-nos ao luxo de não perder nada.
Este ano descobri que sou uma rapariga cheia de coragem. Ou, simplesmente, louca. Mas foi no meio dessa insanidade mental que encontrei a minha paz de espírito. 
A verdade é que é agora, sem essa loucura, que estou a dar em doida.